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sábado, 22 de agosto de 2015

Timidez nem sempre é um problema


Um tema muito interessante e bastante explorado por Susan Cain, em seu livro que leva o nome de “O poder dos Quietos”. Susan aborda o potencial do tipo tímido e introvertido, que nem sempre levanta a mão para responder algo e quem nem sempre tem aquele dom de liderança ativo e perceptivo, porém tem muito conhecimento e obstinação por fazer as coisas certas e aprender cada vez mais.

Vivemos num mundo social, onde a extroversão é o passe de entrada, onde aqueles que conseguem se “destacar” e se mostrar terão as melhores oportunidades, às vezes parecendo até uma selva. Não que isso não seja importante, mas quem já ficou sem graça quando algum palestrante ou professor te escolhe no meio da plateia, para explicar algum significado de algo? É muito ruim a sensação e por mais que você saiba a resposta, “você” não pediu para que alguém escolhesse você.

Não quero dizer aqui que as pessoas devam ser caladas, tímidas, ou nunca se expor a determinadas situações, pois isso faz parte do crescimento e desenvolvimento de cada um. O aprendizado é feito de erros e experiências e devemos nos lançar como um líder sempre que possível, senão não sairemos do lugar. Apenas que os gestores, professores e pais precisam entender e saber identificar melhor as pessoas introvertidas que vivem em seu meio, e ao invés de querer expô-las erroneamente, procurar descobrir uma maneira de explorar aquele potencial escondido, e que em muitos casos, podem ter a solução da algum problema, ou uma resposta mais criativa.

Abaixo o vídeo de Susan Cain comentando sobre o tema numa palestra no TED, vale a pena assistir até o fim, assim como ler o seu livro.
http://www.ted.com/talks/susan_cain_the_power_of_introverts?language=pt-br

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Alteridade



Como desenhista e projetista nos anos 80 e 90, num passado bem distante, tive a oportunidade de vivenciar várias "perspectivas" bem diferentes, e acabei por descobrir que numa mesma peça poderemos ter projeções totalmente novas, de acordo com a maneira que olhamos e a visualizamos (raciocínio espacial), justamente pela própria geometria e a nossa imensa criatividade, o que acaba nos levando a outras formas de ver aquela mesma projeção. Estamos errados? Lógico que não, se existe a possibilidade daquela projeção acontecer, então ela também é verdadeira, ou seja, a mesma peça poderá ter outras projeções.


Imagem1.jpg


 Achei oportuno compartilhar essa pequena metáfora, pelo momento que vivemos, onde muitos tentam somente criticar um ponto de vista de alguma pessoa, porém sem olhar cuidadosamente por outra perspectiva. Olhando na Internet, achei a seguinte frase: “A diferença é, simultaneamente, a base da vida social e fonte permanente de tensão e conflito” (G. Velho, 1996:10). Somos diferentes, logo nossos pensamentos em geral nunca serão os mesmos, porém a convivência deveria ser mais pacífica. As diferenças existem para que possamos achar uma igualdade de pensamentos, ou não. Uma verdade hoje pode ser uma inverdade amanhã e vice versa. Precisamos ser flexíveis, empáticos e usar melhor nossa alteridade para entender determinadas colocações, fazendo alguns ajustes e comentários, sem ofensas ou críticas, e a partir de então gerar uma nova “verdade”. Algumas pessoas sequer leem algum texto ou alguma outra fonte referente, simplesmente criticam baseado num título ou em alguma manchete. É necessário deixar a superficialidade de lado, a internet nos trouxe muita rapidez na informação, seja ela verdadeira ou falsa, porém quem tiver a competência de saber filtrar estas informações (entender o contexto), com certeza terá um grande futuro pela frente.


terça-feira, 16 de junho de 2015

Mapa Mental

Há alguns anos atrás num curso sobre: leitura dinâmica, memorização e processos de aprendizagem; além da estrutura do próprio curso em si, foram passadas várias dicas e maneiras de utilizar melhor o nosso cérebro, e uma delas que me deixou bastante interessado, em relação ao tema memorização, foi sobre mapas mentais. A ideia era montar um mapa mental daquilo que você tinha estudado, seja ele: um livro, uma disciplina, um texto, etc.. Neste mapa, eram colocadas algumas “palavras chaves”, que na verdade seriam usadas como “gatilhos” na lembrança de algo que você viu, seja ele um: parágrafo, ponto, página, figura, etc. Isto foi muito interessante, pois serviu também de aprendizagem de algo que eu tinha um pouco de dificuldade, a famosa redação. Sim, pois uma vez que você sabe o tema, basta criar na imaginação vários parágrafos com as “palavras chaves”, e depois você começa a montar a redação e fazendo a ligação entre os parágrafos e temas, é desta maneira também que alguns escritores montam suas obras. Mas na verdade o que eu queria colocar aqui é que eu acabei achando um ótimo software de mapas mentais que uso já algum tempo, que além de ajudar no que comentei acima, serve também como um bom planejador e organizador no dia-a-dia. O nome do software é o XMIND, existem outros como: o mind jet, free mind, mind meister, mind map etc. Ele é gratuito, basta um pequeno cadastro do email e senha, que inclusive ajuda em dicas e atualizações, e pode ser baixado direto do site do fabricante. Na versão PRO ou Assinatura anual, que é paga, você encontra mais opções de funções, mas neste primeiro momento você vai gostar bastante do que o próprio Software faz, aliás, se tiver dificuldades com o idioma, ele vem em Português também.
Uma dica: Quanto emprestar um livro, dinheiro ou qualquer outra coisa e você for devolver, lembre sempre de fazer algo inusitado para a pessoa que você está devolvendo, tipo deixar cair algo de propósito, mudar alguma coisa de posição na mesa ou na roupa da pessoa, por exemplo. O nosso cérebro trabalha como arquivos e pastas indexadas e quando você faz isto, nós criamos um índice na memória, e vai ser desta maneira que você vai lembrar, caso a pessoa perguntar depois se você devolveu/pagou ou não determinada coisa.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Leve a sério os seus Sonhos!

Ano novo, promessas novas, sonhos, metas......A primeira vez que ouvi falar em sonhos e metas foi em uma palestra motivacional, onde o palestrante dizia para escrevermos o nosso sonho em um papel, e que no futuro este sonho se realizaria. Demorei um tempo para entender o que ele quis dizer, mas aos poucos percebi a força e o significado daquela palestra.


Na verdade, o objetivo de escrever o sonho em um pedaço de papel, é para ajudar a lembrá-lo daquilo que você tanto quer, mas quem vai fazer todo o trabalho é você mesmo e não o tempo. O nosso subconsciente vai trabalhar de maneira que, se você tentar se desviar do seu objetivo, ele vai sempre te lembrar.
Já tive várias experiências a respeito e posso confirmar que funciona, mas você precisa ser bastante específico no que quer, você já deve ter ouvido aquela frase: Você precisa saber pedir!. É necessário definir com detalhes o seu sonho, não adianta escrever simplesmente um carro. Você precisa definir o modelo, a cor, os acessórios, dentre outras coisas e principalmente o valor de tudo isto. Outro ponto importante é determinar a data que você deseja realizar o seu sonho, é nesta hora que você começa a fazer o planejamento. Não adianta querer uma Ferrari no ano que vem, que com certeza não vai acontecer, salvo se você ganhar algum prêmio extraordinário. O detalhe aqui é que após o levantamento do custo do seu sonho, você comece a desenhar como vai levantar o dinheiro para conseguir realizá-lo. Você precisa montar uma estratégia para poupar dinheiro, aplicar de maneira eficiente e inteligente.
Após ter definido seu sonho, com detalhes, montado sua estratégia, sempre que tentar se desviar dele, vai perceber que o seu subconsciente vai te deixar em uma situação dividida: Compro agora ou guardo o dinheiro?
Sempre olhe aquele pedaço de papel, guardado no bolso do paletó, na carteira, embaixo daqueles pratos que você ganhou dos avós, não deixe-o na geladeira, um dia eu conto o porquê, compartilhe com pessoas próximas de você, até para ajudá-lo a lembrar e principalmente, acredite em você mesmo.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Avaliação de Desempenho


      Outro tema bastante polêmico, porém a avaliação de desempenho, dentro do contexto da gestão de pessoas, é um dos instrumentos mais importantes no que tange à análise sistêmica do desempenho de uma pessoa, principalmente em função das atividades que ela realiza, bem como as metas e os resultados alcançados. Ela servirá também como base para um futuro desenvolvimento, caso o avaliado possua potencial de crescimento.
       Quando bem feita e com resultados mensuráveis, a avaliação trás ótimos ganhos para a organização. Infelizmente a maioria das avaliações de desempenho não possuem dados mensuráveis, isto dificulta a realimentação necessária ao avaliado, pois as informações referentes são passadas de maneira verbal e muitas vezes sem base objetiva. Recentemente finalizei um MBA em Gestão de pessoas, sendo este mesmo o tema principal. Desenvolvi uma planilha em Excel, onde é possível, de maneira integrada, enxergar uma série de informações do avaliado, agrupando informações de desempenho; facilitando o entendimento da evolução através de uma ferramenta única; mensurando o resultado final do avaliado de forma objetiva. Quem tiver interesse é só me mandar um e-mail que eu envio a planilha, afinal se quisermos mudar nossa visão, é necessário começar a compartilhar o nosso conhecimento, motivo pelo qual acabei criando este blog. (otavioalexa@gmail.com).
      A variabilidade humana é enorme. As diferenças individuais, tanto no plano físico (estatura, peso, força, acuidade visual e auditiva, etc.) como no plano psicológico (temperamento, inteligência, aptidões, habilidades mentais, etc.). Isto leva as pessoas a se comportarem de várias maneiras, a perceberem situações de formas diferentes e a desempenharem seus papéis nas organizações, também de forma variada. As pessoas diferem entre si tanto na capacidade para aprender uma tarefa, como na maneira de realizá-la após a aprendizagem.
     Cada indivíduo possui suas próprias diferenças e devemos entendê-las e ter cuidado para evitar uma padronização de desempenho. Às vezes achamos que todo mundo precisa ser igual em desempenho, mas nem todos estão preparados para mudar. Devemos entender estas diferenças e abordá-las da melhor maneira possível, sem forçar a situação, garantindo que o resultado seja positivo para ambas as partes. Uma das vantagens deste sistema é que o gestor pode executar uma avaliação de desempenho a qualquer momento, através do registro de pequenas observações, tais observações quando ajustadas imediatamente, têm o objetivo de aproximar o perfil do avaliado aos objetivos da organização. As pessoas têm necessidades de se destacarem através de um diferencial, e alguns modelos de avaliação não permitem isto.
      Apesar de o resultado ser muito importante, devemos tomar um pouco de cuidado ao olharmos somente para ele, até para que não haja uma situação de conseguir realizar tudo a qualquer custo. Uma situação como esta pode destruir uma equipe criando um clima de competição nocivo ao departamento. O gestor precisa saber como fazer para balancear uma situação como esta, ajudando a todos no direcionamento e acompanhamento das metas. É muito importante salientar os pontos positivos e fazer os elogios sinceros e honestos quando forem pertinentes. O reconhecimento do trabalho por parte do gestor influência diretamente no comportamento do colaborador.
      Medir resultado significa medir desempenho. Resultado é algo mensurável, o que neutraliza o aspecto subjetivo presente nas avaliações até então. Somente com algo mensurável seremos capazes de avaliar a evolução do colaborador comprometendo-o a melhorá-lo.

Fonte: Artigo do autor sobre Mensuração de Resultados em uma avaliação de Desempenho.
Dicas “mundiais” sobre avaliação de desempenho nas organizações, use o site abaixo.
http://www.12manage.com/forum.asp?TB=performance_appraisal&S=4

Geração Y

     Alguns anos atrás era difícil falarmos e entendermos as mudanças nas gerações, porém hoje em dia isto está bastante evidente nas empresas, escolas e nas próprias famílias. Como é feita, de que forma acontece e como devemos lidar com esta mudança, é a grande preocupação dos pesquisadores. Se olharmos a geração atual (Y), veremos que existe um pouco de ansiedade nesta nova juventude, causando certa frustração por parte dos gestores, professores e pais que tentam de uma maneira ou de outra orientar os recém-chegados, no sentido de equilibrar a vontade em querer fazer, sabendo esperar o tempo necessário para obter o resultado. Abaixo um exemplo do período de cada geração.

     A geração Y, não quer saber de esperar, já querem resultados, mesmo sem terem experimentado o sabor de alguns insucessos. São muito ansiosos e se desmotivam facilmente. É necessário um desafio a todo o momento, pois estão habituados a executar várias tarefas ao mesmo tempo. O próprio mercado já detectou esta fraqueza e lança centenas de produtos com frequências cada vez menores, pois sabe que esta geração vai enjoar rapidamente de determinados equipamentos.
     São muito inteligentes sem dúvida nenhuma, possuem muita energia e aprendem com extrema facilidade, principalmente devido aos recursos tecnológicos atuais (WiFi, internet, Smartphones, Ipad entre outros). Grande culpa disto são os próprios pais (gerações anteriores), que privados destes recursos em sua juventude, sejam pela inexistência deles, ou a própria situação financeira, acaba cedendo às vontades, modismos e manias de seus filhos, criando assim uma geração que praticamente não conheceu as palavras "não é possível comprar no momento".
     Naquele tempo devido às dificuldades, o nosso maior sonho era arrumar um emprego e sair de casa para cuidar da própria vida, a média de idade para iniciar um matrimônio girava em torno de 20 anos, hoje esta média está ao redor de 30 anos, como já dito acima, muito em função das mordomias atuais, TV HD, a cabo, celulares, quartos exclusivos e todo tipo de mimos. Toda esta facilidade leva o jovem a procurar emprego tardiamente (após a formação universitária), perdendo a oportunidade de adquirir experiência, mesmo em outra área de atuação.
   Muitos deles, porém, confundem informação adquirida com conhecimento, dando a sensação que já sabem tudo, de quase tudo. Não vivenciaram os fracassos e acertos de toda uma vida de experiências realizadas, falta-lhes o conhecimento tácito, conhecimento este que está cada vez mais escasso no mercado, isto também graças aos último e atual governo que estão insistindo neste modelo de educação empurrada, sem repetência, criando um novo tipo de analfabeto, o funcional, além da extinção dos cursos técnicos que eram a primeira orientação profissional do jovem para o mercado.
     Em suma geração Y, procure desenvolver todo o aprendizado, não tenham medo de perguntar, uma, duas, três ou várias vezes para que o conhecimento possa ser capturado e principalmente difundido, não sejam muito superficiais, as vezes é necessário entender com mais profundidade, determinados assuntos. Somente assim a próxima geração terá um pequeno espaço para sobreviver não havendo frustrações nas equipes e times de trabalho. Aquele que perceber e entender estas pequenas diferenças, terá melhores oportunidades no mercado.